Riopol: gás, cidadania e inclusão social

Nas últimas décadas, as transformações vertiginosas dos métodos de gestão e administração vêm ocorrendo impulsionadas pela concorrência acirrada nos mercados interno e externo, criando novos conceitos de qualidade total, vinculados à redução dos custos e ao aumento da produtividade como instrumentos para a manutenção e a conquista de novos clientes. A Rio Polímeros (Riopol), complexo gás-químico integrado localizado em Duque de Caxias, acredita que o desenvolvimento da sociedade como um todo é resultado de valores empresariais pautados pela segurança, saúde, meio ambiente e qualidade.

Com investimento de mais de US$ 1 bilhão, a Riopol é o primeiro complexo gás-químico integrado do Brasil. A empresa, que tem uma capacidade de produção inicial de 540 mil toneladas, já chega ao mercado com uma carteira de 300 clientes – concentrados nas regiões Sul, Sudeste e Centro Oeste – e com uma expectativa de faturamento de cerca de US$ 650 milhões por ano. A empresa gera cerca de 400 empregos diretos, 350 indiretos, e apresenta um porte econômico que pode gerar um efeito multiplicador de grandes proporções para o crescimento econômico da região.

Para a Riopol, o crescimento econômico deve erguer-se sobre princípios do desenvolvimento sustentável, visando contribuir para a preservação dos recursos naturais e da vida no planeta e garantir a sustentabilidade do negócio. O moderno pensamento industrial vem deixando de olhar para a natureza e enxergar um inesgotável almoxarifado de matérias-primas a serem extraídas e utilizadas com simples apelo ecológico. A nova visão trouxe uma preocupação efetiva com a preservação dos recursos naturais e o desenvolvimento sustentável.
A empresa produz polietilenos (matéria-prima para produção de artefatos e embalagens de plástico) a partir das frações etano e propano do gás natural proveniente da Bacia de Campos. A produção anual da Riopol será de 540 mil toneladas de polietileno, 520 mil toneladas de eteno e 75 mil toneladas de propeno. Respeito ao meio ambiente e preocupação com as comunidades vizinhas se traduzem em investimento de cerca de R$ 2,7 milhões, ao longo de quatro anos, em projetos socioambientais.

O processo de Gestão Ambiental da Riopol estabelece condições mínimas necessárias para garantir a proteção ao meio ambiente, além de prevenir ações poluentes e evitar impactos ambientais, através da racionalização do uso de matérias-primas naturais, adotando tecnologias de produção mais limpas, reduzindo ao máximo a geração de rejeitos e valorizando a reutilização ou reciclagem por intermédio de um programa de gerenciamento de resíduos. Com estes princípios de desenvolvimento sustentável adotados, o desempenho ambiental melhora, os custos de produção reduzem-se e tornam-se mais competitivos, assumindo uma atitude de maior responsabilidade social perante a comunidade.
A Riopol também desenvolve parceria com a Plastivida – Instituto Socioambiental dos Plásticos – entidade que tem por finalidade promover ações que divulguem a importância do plástico na vida moderna, sua utilização ambientalmente correta e a relação das empresas petroquímicas com o meio ambiente.

Sendo o ser humano a essência de qualquer empreendimento, cabe à Riopol estimular o envolvimento de seus funcionários e colaboradores nas questões da qualidade em cada atividade da empresa. É fundamental criar e manter uma estrutura favorável ao desenvolvimento e exercício pleno das potencialidades, do bem-estar e da satisfação das pessoas. O mundo Riopol é construído diariamente por seus funcionários, os verdadeiros responsáveis pelos resultados positivos conquistados pela empresa no segmento financeiro, ambiental e social. Dessa forma, os fatores da sustentabilidade empresarial vão se estabelecendo naturalmente.

O carro-chefe é o Projeto Manguezal. O plano de recuperação de um dos mais ricos ecossistemas da Mata Atlântica surgiu há quatro anos com a missão de reconstruir 10 hectares de áreas de manguezal no entorno da Baía de Guanabara, oito hectares no terreno da Petroflex (empresa vizinha à Riopol) e dois hectares em trechos das margens da Ilha do Fundão. Atualmente, a empresa já restaurou uma área de mais de 13 hectares (130 quilômetros quadrados) de vegetação.

A Riopol investiu cerca de R$ 2,132 milhões neste projeto, que tem como objetivo a recuperação de um ecossistema de extrema importância para a proteção da costa, para a alimentação e reprodução de aves, peixes, crustáceos, mariscos e moluscos. Essa ação integra o processo de Gestão Ambiental da Riopol e reflete o compromisso da empresa com a preservação do meio ambiente.

Para a realização do Projeto Manguezal, a Riopol contratou a Natrontec. A consultoria desenvolveu, gerenciou e executou o programa e teve como estrutura física e de apoio logístico dois viveiros de 350 m2, um na Petroflex e o outro no Horto da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Ilha do Fundão. Nestes viveiros foram cultivadas 48 mil mudas de espécies características da região. As mudas, a partir de sementes, foram desenvolvidas até uma determinada altura para posterior plantio em áreas pré-selecionadas e preparadas para recebê-las.

O Projeto Manguezal não se restringiu apenas à preservação da fauna e da flora local, mas contemplou também o envolvimento e a participação da população, por meio da coleta seletiva do lixo. Do ponto de vista educacional, o programa também teve como meta reeducar a população do entorno da Baía de Guanabara e da Ilha do Fundão a não degradar o meio ambiente e, assim, proporcionar aos moradores da região uma melhor qualidade de vida. Segundo o diretor superintendente da Riopol, João Brandão, um dos grandes desafios do projeto no Fundão foi fazer com que as pessoas da região aceitassem a presença da empresa.

Além disso, a Riopol construiu um galpão para alocação e separação de resíduos sólidos e promoveu curso de reciclagem de plásticos, papéis, papelões e treinamento dos moradores para implantação de uma cooperativa de coleta seletiva dos materiais recolhidos.
A Riopol também investe na próxima geração. No projeto “Crianças saudáveis, futuro saudável” - realizado em parceria com a ONG Integrando Nutrição, Medicina e Educação para o Desenvolvimento (Inmed) – três mil meninos e meninas de 18 escolas da rede pública de Duque de Caxias aprendem noções de higiene e nutrição, além de tratarem e preveniren a verminose e a anemia infantil nas comunidades carentes.

Desde 2003 a 2005, o programa atingiu mais de cinco mil crianças, 200 professores e pelo menos 15 mil moradores da comunidade de Duque de Caxias. O projeto contou com o apoio da Secretaria de Educação de Duque de Caxias. Para elaborar esse plano de ação, a Inmed realizou exames biomédicos, que apontaram que mais de 70% das crianças da região estavam com baixa reserva de ferro, 38,41% tinham risco para a anemia, 32,45% estavam anêmicos e apenas 29% eram considerados normais. Outro exame revelou que 54% das crianças apresentavam algum tipo de verminose.

O aspecto essencial para uma estratégia comercial bem-sucedida é encarar a sua reputação institucional como um dos patrimônios mais valiosos da empresa. Como empresa-cidadã, a Riopol é um grupo comercial e social com uma visão corporativa forte, trabalhando dentro de um conjunto de princípios e valores, compartilhados por todos os funcionários. .